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Vestibulares: atenção ao estresse e ansiedade do estudante

Vestibulares: a chamada para as inscrições nos vestibulares para 2022 já começaram. A Universidade Federal do Paraná já está com as inscrições abertas. A UEL também abriu inscrições e a PUC-PR está com vestibular agendado para outubro. Nos demais estados brasileiros também seguem com inscrições.

A preparação para o vestibular normalmente envolve ansiedade, estresse e diversos desafios aos estudantes, pois estão entrando na fase adulta e realizando a escolha de uma profissão a ser seguida. E nesses últimos dois anos, por conta de todas as mudanças vividas devido a pandemia, com isolamento social, aulas híbridas e toda adaptação sofrida, esses sentimentos foram intensificados pelos alunos do 3º. Ano do Ensino Médio e vestibulandos.

“Todas essas mudanças abalaram o emocional dos alunos, intensificando a ansiedade, o estresse e a pressão no vestibulando. Na sala de aula presencial havia a presença dos professores e colegas que amenizavam a ansiedade, já online, é o aluno com ele mesmo”, explica a psicóloga clínica que segue a abordagem da Psicoterapia Positiva Luciana Deutscher.

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Vestibulares: atenção à ansiedade do estudante. A preparação para o vestibular normalmente envolve estresse e diversos desafios aos estudantes

Segundo Luciana é preciso entender o que passa na cabeça desses jovens, “muitos são imaturos, e a época do vestibular é uma pressão, e muitos pais exigem resultados, principalmente a aprovação em uma determinada faculdade”, avalia. “Por isso, é muito importante que o jovem crie uma rotina, de estudo e de lazer. Lazer não significa festa ou estar na rua, mas também assistir um bom filme, uma série, fazer exercícios, mudar o foco do estudo, algo prazeroso”, salienta.

Para Luciana o vestibulando deve incluir no início do seu dia, antes de começar os estudos, pelo menos três minutos para parar, respirar fundo, estando atento a entrada e saída do ar. “A consciência corporal que temos quando fazemos esse simples exercício é imensamente benéfica para o corpo e para mente, além de trazer o foco para o momento presente. E cada vez que o aluno, durante o estudo, se perceber desatento, cansado e sem foco, deve dar uma pausa. Levantar-se, dar uma volta pela casa, respirar e então retornar às atividades”, pontua.

“É preciso lembrar sempre que esses últimos dois anos está sendo atípico para todos. O mundo inteiro está passando pelas mesmas dúvidas, medos e angústias, mesmo assim, é necessário um extremo cuidado com as autocobranças para que os limites não sejam excedidos”, reforça Luciana.

ESCOLHA DA PROFISSÃO

O momento da inscrição no vestibular se torna um desafio para muitos alunos, afinal de contas é a escolha de uma carreira e muitos jovens ainda estão em processo de definição da sua identidade.

“É importante que o adolescente se prepare, conhecendo suas habilidades. Existe no mercado diversas formas de testes vocacionais”, explica Luciana. Em seu consultório, a psicóloga explica que trabalha com a orientação de carreira. “Não é um teste vocacional, pelo contrário, nas sessões os jovens descobrem valores, habilidades e desejos”, conta. É importante que o jovem avalie sempre os prós e contras de cada profissão, seus desejos e anseios. “Muitos chegam no consultório infelizes pois os pais querem que faça determinado curso para dar continuidade na história da família. Se não for da vontade desse adolescente, ele pode até cursar, mas com certeza será um adulto infeliz profissionalmente”, ressalta.

Segundo a psicóloga existem também muitos jovens que só pensam em fazer o que gostam e na hora de escolher a profissão se esquecem de que também é necessário levar em conta se os ganhos e o mercado de trabalho com a profissão escolhida condizem com as expectativas de vida de que gostaria de levar após se formar.

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Para aqueles pais que não possuem condições de orientar seus filhos na escolha de uma profissão, ou não querem interferir nas decisões, a melhor ajuda a se dar é indicar uma orientação de carreira ou teste vocacional. “Com certeza será um momento de descoberta e de redução do stress”, completa. “Normalmente não se orientam os jovens em relação a esses temas, apenas com orientação vocacional tradicional baseadas em testes. O correto seria as escolas começarem esse processo no segundo ano do EM”, finaliza.

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