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Um mergulho documental na cultura brasileira

O fotógrafo Lucca Messer, 26, embarca em uma maratona de criação de conteúdo. A proposta é contar histórias de personagens da periferia e abordar diferentes tópicos da cultura brasileira por meio de documentários e fotografias. “Minha missão é de explorar temáticas que, na maioria das vezes, passam despercebidas ou são pouco questionadas, traduzindo-as em conteúdo audiovisual”, explica Messer, que é inglês e vive há 12 anos no Brasil.

No percurso de dois anos, o documentarista coletou diversos relatos. São, até o momento, doze histórias. Um dos primeiros documentários é sobre a vida de Luís G. Capello, um senhor de 67 anos que vive no bairro do Glicério, na capital paulista, conhecido como Luizinho das Bolas que cria bolas de futebol à mão há mais de cinco décadas. “A maior reclamação era que seu nome não aparecia em lugar nenhum”, diz Messer. “A história do Luizinho foi um marco para meus projetos de conteúdo. Quando o conheci, prometi a ele que o mundo ficaria sabendo da sua paixão e talento. Depois que fizemos as fotos e vídeo contando a sua vida, levei a matéria para a Inglaterra, e, em seguida, a maior revista de futebol da Europa publicou uma reportagem sobre ele. Hoje, ele continua produzindo bolas de futebol e estamos desenvolvendo um site para ele publicar as suas novas criações.”

No momento, o fotógrafo produz um documentário de média duração sobre os carros de som da região do extremo sul da cidade de São Paulo. Um minidocumentário sobre o tema já foi lançado e pode ser conferido aqui: https://vimeo.com/252226916

Capacitação nas periferias

Messer inicia também um projeto de capacitação na área do audiovisual nas regiões periféricas da cidade de São Paulo. A proposta da plataforma OUTOYOU é capacitar e dar ferramentas de audiovisual para pessoas que não tem acesso à criação de conteúdo. “O mercado audiovisual no Brasil é muito elitista. Um pontapé para mudar isso é democratizar o acesso e a criação de conteúdo nas áreas periféricas. O OUTOYOU é uma plataforma global, então o objetivo é de conectar o conteúdo criado no Brasil com o mundo.”

Rostos Haitianos

Até o dia 24/02, o fotógrafo está com a exposição Rostos Haitianos em cartaz na UNIBES Cultural em São Paulo, SP, narua Oscar Freire, 2500, das 10 às 19h, entrada gratuita.A mostra retrata como vivem os imigrantes haitianos que residem no Glicério, bairro na região central de São Paulo que se transformou em um ponto de encontro dos haitianos devido ao isolamento cultural que sofrem na cidade. “A proposta é debater a imigração e dar destaque aos novos grupos de imigrantes na cidade.”

Mulher Haitiana
Foto Lucca Messer

No segundo semestre, Rostos Haitianos irá para o Metrô de São Paulo.

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