Cultura Novidades

SP-Arte chega à 15ª edição como o principal evento de arte e design da América Latina e homenageia a região

* Novo setor curado apresenta esculturas e instalações que ocupam o Parque Ibirapuera;
* Equipe curatorial dos setores Masters, Solo e Performance é renovada;
* Setor Design ganha força com número maior de expositores e programação diversificada;

Entre os dias 3 e 7 de abril, o Pavilhão da Bienal sedia a 15ª edição da SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo, evento que reúne 164 renomados expositores nacionais e de outros catorze países, entre galerias de arte e design e instituições. Juntos, apresentam mais de 2 mil artistas, entre figuras históricas do período moderno aos consagrados e emergentes da cena contemporânea. A SP-Arte firma-se como o mais importante evento do setor na América Latina e expande sua programação no Pavilhão da Bienal e além dos limites do Parque do Ibirapuera. A renovação do time de curadores e a densidade de seus projetos, o grande número de encontros com artistas e especialistas, além da criação do setor OpenSpace estão entre as novidades que fortalecem esta edição do Festiv al.

“Ao longo de seus quinze anos, a SP-Arte consolidou sua missão e tem colaborado ativamente com a profissionalização do mercado, a expansão do colecionismo e a formação de público de arte no Brasil”, afirma Fernanda Feitosa, fundadora e diretora da SP-Arte. “Seguimos conectados às tendências e debates do panorama internacional e, nesse contexto, mantivemos diálogo com importantes curadores, colecionadores e diretores de grandes instituições mundo afora. Hoje notamos não apenas o amadurecimento do nosso mercado, como também uma crescente internacionalização da arte brasileira. Sem dúvida alguma, a SP-Arte possui um papel importante nessa expansão”, completa.

ARTE

SETOR GERAL

A SP-Arte atrai as mais influentes galerias de arte do mundo: retornam ao Festival estrangeiras como David Zwirner (Nova York),Neugerriemschneider (Berlim), Alexander Gray Associates (Nova York), Galleria Franco Noero (Turim), Galleria Continua (San Gimignano), Lisson Gallery (Londres) e Elba Benitez (Madrid).

David Zwirner, que foi nomeado o galerista mais influente do mundo das artes em 2018 segundo a revista londrina ArtReview, participa pela sétima vez do Festival. Sua galeria trará a escultura Frog (2017), de Carol Bove, representante da Suíça na última Bienal de Veneza. A londrina Lisson Gallery traz trabalhos de Laure Provoust, artista francesa que representará a França na edição deste ano da mega exposição em Veneza, além de obras por Pedro ReyesRichard Long e Anish Kapoor. A italiana Galleria Franco Noero retorna para SP-Arte, apresentando trabalhos da última mostra individual de Jac Leirner na galeria em Turim.

As galerias brasileiras que se destacam no circuito internacional também marcam presença na 15ª edição da SP-Arte. A Fortes D’Aloia & Gabriel(São Paulo, Rio de Janeiro) apresenta as esculturas suspensas de Ernesto Neto, artista que ganha agora uma grande retrospectiva na Pinacoteca do Estado, novas fotografias de Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, dupla que representará o Brasil na Bienal de Veneza deste ano, e esculturas deErika Verzutti, que está realizando sua primeira individual no Centre Pompidou, Paris. A Mendes Wood DM (São Paulo, Nova York, Bruxelas) leva artistas como Rubem Valentim e Sonia Gomes, que recentemente apresentaram exposições de destaque no Masp além de Antonio Obá, Paulo Nazareth e o francês Neil Beloufa.

Galeria Luisa Strina (São Paulo) leva trabalhos recentes de Anna Maria Maiolino, que está em cartaz com individual no PAC de Milão, e Laura Lima, uma das duas brasileiras que participa da Bienal de Sharjah no Oriente Médio. Dan Galeria (São Paulo), Bergamin & Gomide (São Paulo), A Gentil Carioca (Rio de Janeiro), Luciana Brito Galeria (São Paulo), Galeria Millan (São Paulo), Nara Roesler (São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York) eVermelho (São Paulo) são outras galerias consolidadas que apresentam destaques no Festival.

SETOR OPENSPACE OCUPA O EXTERIOR DO PAVILHÃO DA BIENAL

O mais novo setor do Festival rompe com o formato clássico dos estandes e leva dezessete esculturas e instalações de quinze artistas para o lado de fora do Pavilhão, no Parque Ibirapuera. Organizada por Cauê Alves, curador-geral do MuBE, a mostra inaugural do OpenSpace atravessa questões em torno da ocupação simultânea do interior e exterior de um ambiente expositivo, tais como a vizinhança do entorno, a ideia de monumento, a autonomia da obra e a relação com os corpos.

Entre os trabalhos, sobressai o histórico Penetrável Macaleia, de 1978, uma grande instalação de Hélio Oiticica (Arte 57) que é representante de um período de fortes rupturas na arte brasileira. Outro destaque é a inédita instalação interativa Cloud Consulate, do artista argentino Eduardo Navarro (Nara Roesler), que neste ano apresentará uma individual no Pivô, no centro de São Paulo.

Galerias e artistas que participam do setor OpenSpace:

Amelia Toledo (Brasil) – Galeria Marcelo Guarnieri (Brasil)
André Komatsu (Brasil) – Vermelho (Brasil)
Claudia Jaguaribe (Brasil) – Casanova (Brasil)
Daniel Murgel & C. L. Salvaro (Brasil) – Ybakatu (Brasil)
Eduardo Navarro (Argentina) – Nara Roesler (Brasil)
Elisa Bracher (Brasil) – Raquel Arnaud (Brasil)
Hélio Oiticica (Brasil) – Arte 57 (Brasil)
Janaina Mello Landini (Brasil) – Zipper Galeria (Brasil)
Kishio Suga (Japão) – Mendes Wood DM (Brasil)
Luciano Zanette (Brasil) – Verve Galeria (Brasil)
Luiz Hermano (Brasil) – Galeria Lume (Brasil)
Raul Mourão (Brasil) – Lurixs (Brasil)
Saint Clair Cemin (Brasil) – Galeria Bolsa de Arte (Brasil)
Wagner Malta Tavares (Brasil) – Galeria Marília Razuk (Brasil)

SETOR SOLO HOMENAGEIA A AMÉRICA LATINA

A 15ª edição dedica o setor Solo exclusivamente à produção artística da região latino-americana. A curadora chilena Alexia Tala desconstrói a visão eurocêntrica que a América Latina tem de si ao propor novos olhares com base em conceitos críticos da antropologia, etnografia, arquitetura e da história cultural que une os povos latinos.

Autor de uma obra que recupera o sagrado afro-brasileiro sob uma perspectiva decolonial, Ayrson Heráclito (Portas Vilaseca, Brasil) é um dos grandes destaques da edição, assim como o paraguaio Feliciano Centurión (Walden, Argentina), artista cuja obra se caracteriza pelos bordados em mantas e almofadas, apropriando-se de técnicas tradicionais para expressar imagens e palavras de seu mundo interior. O bordado também surge na obra recente de Randolpho Lamonier (Periscópio, Brasil), artista que aborda criticamente questões políticas perenes e urgentes do cotidiano nacional. Entre as estreias internacionais, a Feira recebe as galerias Bendana-Pinel Art Contemporain (França), Die Ecke Arte Contemporáneo(Chile) e Patricia Ready (Chile), além de receber outras galerias latino-americanas já veteranas no Festival.

Artistas e galerias que participam do setor Solo:

Alejandra Prieto (Chile) – Die Ecke Arte Contemporâneo (Chile)
Ayrson Heráclito (Brasil)- Portas Vilaseca (Brasil)
Feliciano Centurión (Paraguay) – Walden (Argentina)
Fernando Bryce (Peru) – Espaivisor (Espanha)
Jorge de León (Guatemala) – Proyectos Ultravioleta (Guatemala)
Luis González de Palma (Guatemala) – Galeria de Babel (Brasil)
Manata Laudares (Brasil) – Sé Galeria (Brasil)
María Edwards (Chile) – Patricia Ready (Chile)
Nicole Franchy (Peru) – IK Projects (Peru)
Rafael Pagatini (Brasil) – Oá Galeria (Brasil
Randolpho Lamonier (Brasil) – Periscópio (Brasil)
Sandra Vásquez de la Horra (Chile) – Galerie Bendana-Pinel (França)

SETOR MASTERS INVESTIGA A PRODUÇÃO DOS ANOS 1950 A 1980

Antes chamado de Repertório, o setor Masters chega à sua terceira edição sob curadoria de Tiago Mesquita. Um dos propósitos da seção é apresentar ao público artistas ou trabalhos de determinado recorte histórico que, por motivos diversos, tenham sido pouco expostos. Desta vez, a seleção abarca um arco de artistas do sul global dos anos 1950 e 1980. “Dei prioridade a artistas que pensam as vanguardas depois que as promessas utópicas da modernidade se dissiparam”, afirma Mesquita. Problemáticas inerentes ao período, tais como crises de representação e um viés conceitual de tom crítico, permeiam essas produções.

Com trabalhos expostos em duas das principais exposições paulistanas de 2018, Mulheres radicais, exibida pela Pinacoteca do Estado, e Histórias da sexualidade, do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Letícia Parente (Jaqueline Martins, Brasil) marca presença no setor como uma das pioneiras da videoarte no Brasil. A ela se junta a também precursora do vídeo Analívia Cordeiro (Aninat Galería, Chile), bailarina e coreógrafa que investiga as artes do corpo em associação com as mídias eletrônicas. Outra artista fundamental na arte brasileira presente na mostra é Lygia Pape(Almeida e Dale, Brasil), nome seminal do movimento neoconcreto que contribuiu para a expansão dos limites artísticos e deixou um legado multidisciplinar.

Artistas e galerias que participam do setor Masters:

Analívia Cordeiro (Brasil) – Aninat Galería (Chile)
Arthur Pereira (Brasil) – Galeria Estação (Brasil)
Carlos Fajardo (Brasil) – Galeria Marcelo Guarnieri (Brasil)
Carlos Zilio (Brasil) – Cassia Bonemy & Raquel Arnaud (Brasil)
Fernando Zarif (Brasil) – Luciana Brito Galeria (Brasil)
Lothar Charoux (Áustria) – Berenice Arvani (Brasil)
Lygia Pape (Brasil) – Almeida & Dale (Brasil)
Maria Leontina (Brasil) – Bergamin & Gomide (Brasil)
Max Bill (Suíça) – Fólio Galeria (Brasil)
Ridyas (Brasil) – Central Galeria (Brasil)
Letícia Parente (Brasil) – Jaqueline Martins (Brasil)
Rubens Gerchman e Pedro Escosteguy (Brasil) – Galeria Superfície (Brasil)
Yamandú Canosa (Uruguai) – Zielinsky Galería (Espanha)

SETOR PERFORMANCE GANHA NOVO FORMATO

Um dos destaques mais chamativos das edições anteriores, o setor Performance deixa de ter um espaço específico e volta a espalhar-se pelo Pavilhão da Bienal sob curadoria de Marcos Gallon, diretor artístico da Verbo – Mostra de Performance Arte.

As performances apresentadas – todas de artistas representados por galerias participantes do Festival – refletem a pluralidade de práticas que constituem este campo artístico e ocorrerão em horários alternados durante todo o Festival. Com o objetivo de incentivar a presença da performance nos contextos comercial e institucional da arte, a SP-Arte irá adquirir uma das ações e doá-la à Pinacoteca do Estado de São Paulo. A obra será selecionada pela equipe curatorial do museu e passará a integrar o seu acervo.

Artistas, galerias e horários do setor Performance:

avaf (assume vivid astro focus) (Casa Triângulo, Brasil)
alôca vudu avoa furiosa, 2019, 40 min. de duração
Apresenta performance inédita que embaralha cultura popular e danças contemporânea e afro. A coreografia é executada junto a um tapete dançante na companhia de uma trilha sonora produzida ao vivo.

Quinta a sábado: 20h; domingo: 18h

Cadu (Vermelho, Brasil)
Clotho, 2015/19, 2h
Tricoteiras profissionais deixam vestígios pelos corredores do Pavilhão. Ele toma como inspiração uma senhora artesã que conheceu em uma residência artística na Polônia, fazendo um cruzamento com o mito grego das Moiras.

Quinta a domingo: 15h

Cristiano Lenhardt (Fortes D’Aloia & Gabriel, Brasil)
Atoritoleituralogosh, 2019, 30 min.
Conta com a participação de Ayla de Oliveira para criar roupas e objetos cênicos com recortes de jornais, em meio a entoação de prosas poéticas que se desdobram para fora do Pavilhão.

Quinta: 17h; sexta: 19h; sábado: 16h; domingo: 17h

Jaime Lauriano (Galeria Leme/AD, Brasil)
Árvore nacional, 2019, 1h
Realiza uma ação participativa em que mudas de Pau-Brasil substituem as vinte e sete estrelas da bandeira nacional. As plantas serão distribuídas ao público, propondo uma reflexão sobre os acontecimentos políticos recentes no Brasil.

Quinta a sábado: 19h; domingo: 18h

Jorge Soledar (Portas Vilaseca, Brasil)
A Morte do Boneco (Homenagem a Federico Garcia Lorca e Oração a Ogum), 2019, 1h
Encena dois tipos comuns da contemporaneidade – um homem investidor e uma mulher blogueira – em uma performance que reflete acerca da desumanização na sociedade moderna.

Quinta e sexta: 19h; sábado: 17h; domingo: 14h

Maria Noujaim (Galeria Jaqueline Martins, Brasil)
Ponto e Vírgula, 2018, 3h
Apresenta uma performance que toma a linguagem como um sujeito que atua no espaço através de uma arquitetura rítmica. Cada ação da artista se estende por três horas.

Quinta: 14h; sexta: 15h; sábado e domingo: 16h

DESIGN

EXPOSITORES

Em sua quarta edição, o setor Design recebe 45 expositores, treze a mais que no ano anterior, e inova ao se dividir em cinco núcleos específicos:Moderno, Contemporâneo, Arquitetos, Designers Independentes e Antiquários.

Ocupando o terceiro andar do Pavilhão da Bienal, o Design destaca peças e momentos icônicos da história do mobiliário: reúne peças de nomes emblemáticos e essenciais do design brasileiro como Joaquim Tenreiro, Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi Jorge Zalszupin e Zanine Caldas com contemporâneos como Jacqueline Terpins, Sollos, Hugo França e Ovo.

Um novo núcleo dedicado a peças de mobiliário assinadas por renomados arquitetos brasileiros apresenta destaques como Arthur Casas, Dado Castello Branco, Lia Siqueira, Jaime Lerner, Paulo Mendes da Rocha, Triptyque e Rodrigo Ohtake. O núcleo de designers independentes retorna nesta edição revelando talentos como

Plataforma 4, Noemi Saga, Ana Neute, Bianca Barbato e a internacional Vera Odyn (Rússia).

Modernos

O centenário de Zanine Caldas é celebrado coletivamente pelos expositores do setor moderno. A galeria Apartamento 61 traz, por exemplo, aPoltrona Boomerang, garimpada junto a um conjunto exclusivo assinado por Caldas nos anos 1960. A Loja Teo, por sua vez, apresenta a Poltrona N– uma das mais reconhecidas do designer. Já a Etel, em celebração ao centenário do grande mestre, traz reedições da renomada Linha Z. São dezoito móveis selecionados e desenvolvidos em estreita parceria com os familiares de Zanine, numerados e produzidos artesanalmente. As peças salientam pontos fundamentais da obra do arquiteto-designer: o amor à mata, à madeira, a importância da beleza, do desfrute da vida e do saber-fazer artesanal.

O núcleo conta ainda com a presença da Passado Composto Século XX que, em seu estande, destaca uma tapeçaria de Norberto Nicola – integrante da 8ª Bienal de São Paulo, em 1965, e outra de proporções monumentais do artista francês Jacques Douchez. Além disso, leva preciosos móveis modernos assinados por nomes como Joaquim Tenreiro, Geraldo de Barros, Sergio Rodrigues e Jorge Zalszupin.

Já a Artemobilia traz chaises dos anos 1950 e 1970, assinadas por Carlo Hauner, Oscar Niemeyer e Giuseppe Scapinelli. Deste último, leva ainda mesas modernistas dos anos 1950 influenciadas pelo surrealismo.

Contemporâneos

Estreia na SP-Arte, a Sollos marca presença através de clássicos de sua coleção desenvolvida por Jader de Almeida, como a cadeira Dinna e a mesa de apoio Jazz, assim como o lançamento da poltrona Ella.

Ovo lança duas linhas inéditas: Paisagem, que traz estofados modulares angulosos, e a linha Praça, composta por mesas de centro e lateral, feitas em madeira de catuaba ou granito preto. O estande trará ainda clássicos da marca, além de uma série de fotogramas que dialogam diretamente com os novos trabalhos. Já a Herança Cultural, destaque de outras edições do núcleo Modernos, apresenta desta vez peças inéditas de autores contemporâneos como Zanini de Zanine, Ronald Sasson, Rodrigo Ohtake e Marcelo Magalhães.

Entre os destaques do Atelier Gustavo Bittencourt está o Banco Benjamin, peça em madeira maciça, cujo peso é contraposto à utilização da palha natural sobre os assentos e de uma estrutura metálica em aço como sustentação, atribuindo ao móvel uma sensação de leveza.

Arquitetos

Surge nesta edição o núcleo Arquitetos, em que profissionais ganham estandes de autoria própria e apresentam projetos de mobiliário raramente vistos.

Referência da arquitetura brasileira contemporânea, Jaime Lerner direcionou recentemente sua atuação para o design. O arquiteto apresenta um conjunto em chapa de aço carbono – peças de desenho minimalista, cuja beleza se dá pela simplicidade. Serão três cadeiras, Lua Turca, Toinoinoin e W, e a poltrona M, além de um trabalho inédito.

Paulo Mendes da Rocha + MMBB retornam à Feira com o mobiliário desenhado para o Sesc 24 de Maio. As peças ganham produção em escala pela Ovo, possibilitando ao público a aquisição do mobiliário exclusivo do icônico prédio do centro de São Paulo.

Entre os arquitetos mais jovens, Rodrigo Ohtake apresenta ao público peças da linha Pouso, concebidas artesanalmente em aço inox pela Mekal. A densidade do material é balanceada com linhas simples que atribuem leveza e sofisticação aos trabalhos.

Designers Independentes

Em parceria com a Itens Collections, a designer Ana Neute lança uma coleção de luminárias em vidro borossilicato, composta por sete modelos distintos, inspirados nas relações entre tempo, formas, transformações e fluidez.

Já o Estúdio Rain apresenta a série Correntes – três esculturas em aço inox, produzidas manualmente, com elos brilhantes e de diferentes tamanhos. Os objetos têm sua função anulada, servindo apenas à contemplação.

A arquiteta russa Vera Odyn estreia em São Paulo com trabalhos independentes. Entre as peças que serão apresentadas, a instalação Forest, que traz um espelho vertical de fundo preto, combinado a pequenas esculturas em aço.

Outra novidade é a chegada da Plataforma 4 à Feira com uma nova versão de sua Poltrona Areia, sem estofado, apenas em madeira e couro. A partir de uma reflexão acerca da ação humana sobre a natureza e sua resposta a esta intervenção, o estúdio convidou as artistas Inês Schertel eAna Vaz para personalizar algumas peças.

Projetos especiais

Celebrando o centenário de um dos nomes seminais do design brasileiro, a exposição Ocupação Zanine Caldas reconstrói o universo criativo do designer-arquiteto e apresenta móveis que faziam parte do seu estúdio, aproximando o público dos bastidores de sua criação.

Jacqueline Terpins apresenta a instalação Tempo de três metros de altura de uma tonelada de gelo, que é apoiada sobre uma delicada estrutura de ferro. O gelo lentamente derrete, gotejando por um único ponto central. Essa água é represada em uma contenção que abriga aos poucos a criação de um espelho d’água e reflete sobre o efêmero e a finitude das coisas.

Associação Mobiliário e Design Moderno Brasileiro (AMDMB) promove ainda a exposição Cadeiras brasileiras, com curadoria de Sérgio Campos(Artemobilia). Por meio de um recorte afetivo, convivem cadeiras dos anos 1930 aos 1970, assinadas por nomes como Geraldo de Barros, Flávio de Carvalho, Lina Bo Bardi, Zanine Caldas, Joaquim Tenreiro, Carlo e Ernesto Hauner, e os contemporâneos Irmãos Campana, Hugo França e Jacqueline Terpins.

Antiquários

Os antiquários Resplendor Antiguidades e Arte, Homenco Antiguidades e Sandra & Marcio retornam à Feira, trazendo tapeçarias e mobiliários antigos para a 15ª edição da SP-Arte.

PROGRAMAÇÃO

Neste ano, além de receber os mais influentes expositores de arte e design do País e do mundo, o Festival reforça seu papel enquanto plataforma de fomento à cultura no Brasil e o caráter de formação de público que adquiriu ao longo dos anos. Por meio de intensa programação dentro e fora do Pavilhão, o Festival oferece múltiplas possibilidades de conexão com os milhares de autores e trabalhos expostos.

Na semana da 15ª SP-Arte, atividades gratuitas como o Circuito Ateliês Abertos pelo centro e Vila Madalena e os eventos do Gallery Night fazem o aquecimento para a abertura do Festival. Ao longo dos dias de SP-Arte, o roteiro de Visitas Guiadas, os debates com especialistas no Talks, o programa Meet the Artists e os lançamentos editoriais convidam os visitantes a mergulhar na profusão de poéticas e histórias da arte moderna e contemporânea que circundam o Festival.

Talks

Em 2019, o ciclo de debates organizado pela SP-Arte contará com curadores, diretores de instituições e pesquisadores propondo reflexões acerca dos rumos e das diferentes narrativas para a arte contemporânea. Os encontros gratuitos acontecem nos dias 5, 6 e 7 de abril, no auditório doMuseu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), ao lado do Pavilhão da Bienal.

Talks abordará temas como perspectivas dissidentes da arte latino-americana, com os curadores Alexia Tala, Paulo Miyada e José Esparza Chong Cuy; novas narrativas curatoriais com os antropólogos e curadores Lilia Schwarcz, Diane Lima e Hélio Menezes; e a instituição de arte na contemporaneidade com Fernanda Brenner, Benjamin Seroussi e a artista Graziela Kunsch.

5 DE ABRIL
DAS 16h ÀS 17h – A iniciativa privada no setor cultural

Especialistas convidados discutem caminhos possíveis para o intercâmbio entre os setores privado e institucional. Com a presença de Marcos Amaro, artista e presidente da Fundação Marcos Amaro, Silvio Frota, colecionador e fundador do Museu de Fotografia de Fortaleza, e Ricardo Pessoa de Queiroz, fundador da Usina de Arte (Pernambuco).

6 DE ABRIL
DAS 16h ÀS 17h – Perspectivas dissidentes da arte latino-americana

Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake e curador-adjunto da Bienal de São Paulo 2020, traz um viés alternativo sobre o estudo da arte latino-americana. Em diálogo, José Esparza Chong Cuy, curador da exposição Jonathas de Andrade: One to One (MCA Chicago) e integrante do time curatorial da exposição Lina Bo Bardi: Habitat (Masp), comenta a retomada da internacionalização da arte latino-americana. A mesa conta com mediação da curadora Alexia Tala, curadora do setor Solo.

DAS 17h30 ÀS 18h30 – A instituição de arte na contemporaneidade
Benjamin Seroussi, da Casa do Povo, e Fernanda Brenner, do Pivô, comentam suas experiências à frente de instituições artísticas de formatos inovadores. Em complemento, a artista Graziela Kunsch fala sobre a produção artística que transita entre diferentes ambientes – do institucional ao informal.

7 DE ABRIL
DAS 11h ÀS 12h – Brasil desamparado e a cidadania em construção
Josué Mattos, vencedor do Prêmio Marcantonio Vilaça na categoria curadoria, conversa com Clarissa Diniz, curadora que o acompanhou durante seu processo de pesquisa para a exposição Verzuimd Braziel – Brasil desamparado (2018).

DAS 15h ÀS 16h – Para onde vamos? Inovações no mercado de arte
Os últimos anos têm se mostrado de grande transformação no mercado artístico, e com esse crescimento vem também novas fronteiras de prática e desdobramento. Carol Pino, representante do mercado latino-americano da Artsy, e Fernanda Feitosa, diretora da SP-Arte, discutem os potenciais de transformação do mercado de arte, em específico na América Latina. A mesa tem mediação da pesquisadora Ana Letícia Fialho.

DAS 16h30 ÀS 17h30 – Novas narrativas curatoriais
Os antropólogos Hélio Menezes e Lilia Schwarcz, do time curatorial da mostra Histórias afro-atlânticas (Masp), e Diane Lima, curadora do Valongo Festival Internacional da Imagem (2018), comentam sobre a inclusão de artistas até então excluídos da narrativa canonizada da história da arte.

Meet the Artists

Novidade desta edição, nos dias 4, 5 e 6 de abril, o Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça promove, em parceria com a SP-Arte, o Meet the Artists, série de conversas que têm como intuito promover a troca de experiências com os artistas premiados da sexta edição.

DIA 5 DE ABRIL

DAS 17H ÀS 18H – Daniel Lannes e Jailton Moreira
DAS 19H ÀS 20H – Fernando Lindote e Paulo Herkenhoff
DIA 6 DE ABRIL
DAS 15H ÀS 16H – Pedro Motta e Cauê Alves
DAS 17H ÀS 18H – Jaime Lauriano e Moacir dos Anjos

Confira aqui a programação desse espaço na Feira

Visitas Guiadas

Com patrocínio da Vivo, as visitas guiadas são oferecidas gratuitamente ao público no interior do Pavilhão. Os roteiros temáticos, que apresentam diálogos entre artistas e obras de todos os setores da SP-Arte, são idealizados com autonomia e protagonismo por especialistas de áreas como a literatura, arquitetura, design e artes visuais.

As visitas terão partidas a cada 30 minutos, iniciando-se sempre às 14h até às 18h30. No domingo, as visitas seguem das 13h às 17h30. Para participar, os interessados deverão se inscrever presencialmente no Balcão de visitas guiadas, no segundo piso.

Conheça os itinerários desta edição:

A abstração na modernidade, por Paola Fabres (crítica, curadora e pesquisadora, integra o comitê de Acervo e Curadoria do MAC-RS)
O roteiro passeia por grandes nomes da vertente abstrata no século 20, investigando o racionalismo da corrente construtivista e sua aproximação de um projeto social.

Sexta: 16h; sábado: 18h30; domingo: 15h

O figurativo na modernidade, por Paola Fabres
O roteiro aborda o figurativismo na América Latina durante os anos 1960 e 1970, relacionando os campos artístico e político com a ascensão dos governos ditatoriais daquele período.

Quinta: 16h; sexta: 18h30; sábado: 16h

Artistas afro-contemporâneos I, por Bianca Leite (educadora e artista visual licenciada em artes visuais pela UNESP)
Passando por artistas brasileiros e estrangeiros, o itinerário problematiza o sistema hegemônico da arte, descolonizando o olhar e o saber através da estética afro-orientada.

Quinta: 17h; sexta: 14h; sábado: 17h30; domingo: 14h

Artistas afro-contemporâneos II, por Bianca Leite
A visita discute a materialidade das obras de artistas afro-contemporâneos e o modo pelo qual ressignificam técnicas como a pintura, a escultura e a fotografia.

Quinta: 14h; sexta: 17h; sábado: 14h; domingo: 17h

Corpo, cidade e natureza, por Isabella Lenzi (curadora e pesquisadora, dirige o espaço cultural do Consulado de Portugal em São Paulo)
O roteiro passa por trabalhos nos quais o corpo, do artista ou do público, participam da obra, além das diferentes relações entre o ser humano e a natureza.

Quinta: 17h30; sexta: 14h30; domingo: 14h30

A mão e a indústria, por Isabella Lenzi
A visita reflete sobre o gesto artístico na arte moderna e contemporânea, contrapondo o fazer manual e artesanal aos processos, tempos e materiais da indústria.

Quinta: 14h30; sábado: 14h30; domingo: 16h30

Arte e política: dos anos 1970 ao agora, por Ana Beatriz Almeida (artista e pesquisadora, é mestranda em História e Estética da Arte no MAC-USP)
Abarcando diferentes suportes artísticos, o roteiro apresenta narrativas de ruptura cultural e geopolítica que aconteceram – e seguem ocorrendo – através da arte.

Quinta: 18h30; sexta: 16h30; sábado: 16h30; domingo: 16h

Descolonizando a arte, por Ana Beatriz Almeida
O roteiro apresenta obras e artistas, seja da cena brasileira ou internacional, que colocam em xeque a permanência de noções colonialistas no século 21.

Quinta: 16h30; sexta: 18h; sábado: 18h

Arte erótica, por Gustavo Colombini (dramaturgo e diretor teatral formado pela ECA-USP. Já apresentou trabalhos no MAM-SP e Casa do Povo)
O roteiro abrigará manifestações artísticas que tocam outras subjetividades ou formatações políticas de protesto: o sexo, a sexualidade humana, o desejo e o erotismo.

Quinta: 18h; sexta: 15h; sábado: 17h; domingo: 17h30

Arte e texto, por Gustavo Colombini
O roteiro discutirá a inserção da palavra nas artes visuais, abordando sua possível fluidez entre artes literárias e a relevância da palavra na ideia do discurso contemporâneo.

Quinta: 15h; sábado: 15h; domingo: 13h30

Do design moderno ao contemporâneo, por Livia Debbané (escritora e pesquisadora, foi repórter e editora-chefe da revista Bamboo)
O roteiro revela curiosidades do mobiliário moderno brasileiro dos anos 1940-60, até a experimentação da produção contemporânea.

Quinta: 15h30; sexta: 17h30; sábado: 15h30; domingo: 15h30

Entre design e arte, por Livia Debbané
O roteiro aborda materiais, procedimentos e histórias através de objetos que embaralham estes campos e incitam a dúvida: é design ou arte?

Sexta: 15h30; domingo: 13h

Confira aqui mais detalhes sobre as visitas guiadas gratuitas.

Lançamentos de livros

Nos dias 4 a 6 de abril, o Lounge de Lançamentos no piso térreo irá concentrar lançamentos de publicações de artistas, curadores e pesquisadores das artes visuais com a presença dos autores.

DIA 4 DE ABRIL
DAS 16H ÀS 17H
Cura, Gabi Gelli, Bianca Boeckel Galeria

DAS 17H ÀS 18H
Biblioteca íntima, Sheila Oliveira, Fotô Editorial
Visagem, Salete Goldfinger, Fotô Editorial
Liberdade e ousadia nos anos 60, Tereza Nazar, Gráfita Stil Graf (com presença de João Spinelli, curador que assina exposição da artista)

DAS 18H ÀS 19H
Capacete 20 anos – Comendo, bebendo, pensando, diversos autores, Capacete, com presença de Helmut Batista e Camilla Rocha Campos
Escola normal, Marcelo Amorim, edição do artista
FHH – Fal ar Hilda Hilst, Mado Resnik, Desapê

DAS 19H ÀS 20H
Conhecidos de vista, Letícia Lampert, Editora Incompleta
Christie’s Magazine, Christie’s International Media Division, com presença dos especialistas Marina Bertoldi, Sharon Kim, Virgilio Garza e Jeremy Morrison

DIA 5 DE ABRIL

DAS 15H ÀS 16H
Yutaka Toyota – Conversa com o Universo, Yutaka Toyota, e texto crítico de Pedro Erber, edição do artista

DAS 16H ÀS 17H
Não me lembro bem, Ivan Grilo, Familia Editions

DAS 17H ÀS 18H
Box Homero – “Ilíada” e “Odisseia”, tradução de Christian Werner e ilustração de Odires Mlászho, Ubu Editora, Com presença do ilustrador

DAS 18H ÀS 19H
Dhamma, Narcélio Grud, e texto de Dodora Esmeraldo, Expressão (CE0

DAS 19H ÀS 20H
Avenida las Palomas, Francisca Aninat, Ikrek
A revolta das esferas, Wlademir Dias Pino, Sinal Editorial / Desapê, com a presença de Regina Pouchain e Domingos Octavio
Ensaios, Regina Pouchain, Sinal Editorial / Desapê

DIA 6 DE ABRIL

DAS 15H ÀS 16H
1, Gabriel Wickbold, Sem editora
Yalenti, José Yalenti, Editora Madalena, com presença do curador Rubens Fernandes Jr.

DAS 16H ÀS 17H
Tarsila, a modernista, Nádia Battella Gotlib, Sesc Edições
Arquitetura de exposições: Lina Bo Bardi e Gisela Magalhães, César Augusto Sartorelli, Sesc Edições

DAS 17H ÀS 18H
Anotações visuais, Dalton Paula, Familia Editions
Rio, Rafael Duarte, Bambalaio

DAS 18H ÀS 19H
Herbário baldio, Ana Lucia Mariz, Fotô Editorial
Vista SP e Árvore, Lucia Mind lin Loeb, Fotô Editorial

DAS 19H ÀS 20H
Rotación poética de una A, Clemente Padin, Lincoln Reis, com presença do editor
Geometria bordada, Isabella Despujols, Lincoln Reis, com presença do editor

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Lista completa de expositores:

Arte

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Design

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