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Projetos sociais desenvolvidos na faculdade trazem grandes diferenciais para a carreira e a vida pessoal

Projetos sociais: O estudante de Tecnologia em Gestão Comercial da FAE Centro Universitário, Mateus Corrêa Rocha, teve a oportunidade de colaborar com a Badu Design, empresa em que mulheres em condições de vulnerabilidade de Curitiba (PR) utilizam resíduos têxteis reaproveitáveis para costurar outros objetos, como bolsas, por exemplo. O projeto social, batizado de “Amarrados no Bem”, iniciou na faculdade, pois a FAE incentiva todos os alunos a desenvolverem essas ideias já na graduação como forma de enriquecimento pessoal e profissional. As mulheres que participaram do projeto Amarrados no Bem personalizaram os produtos com costuras e os comercializaram com o apoio de estratégias de vendas criadas pelos alunos. Assim, todos foram beneficiados.

“O desenvolvimento de projetos sociais é um grande aliado na formação acadêmica e profissional, pois é por meio deles que o estudante tem a oportunidade de iniciar a sua vida profissional, já que um projeto social não exige experiência. Além disso, proporciona o desenvolvimento de habilidades que são importantes no mercado, como: trabalho em equipe, comunicação, liderança, disposição para servir, identificação e resolução de problemas e necessidades”, explica a professora e coordenadora do Núcleo de Empregabilidade da FAE Centro Universitário, Elaine Pacheco.

E é justamente o que vem acontecendo com Mateus. “Além de podermos colaborar com a ideia de reaproveitamento têxtil, a pegada sustentável do projeto nos faz pensar um pouco mais no consumo consciente. Temos também a oportunidade de auxiliar as famílias. Então, é visível o nosso enriquecimento de conhecimentos para o meio acadêmico e para a nossa história de vida, pois essas mulheres são inspirações para nós”, diz Mateus, que sempre desenvolveu trabalhos voluntários e encontrou na FAE um incentivo a mais. “Eu me identifiquei com a FAE nesse sentido. Esses trabalhos me animam muito, pois são gratificantes, mostram que podemos cooperar com a sociedade e não ficar apenas na teoria da faculdade”, analisa.

Por meio dos projetos sociais, o estudante pode começar a fazer a sua rede de contatos, o que é primordial para abrir portas na carreira. Além disso, traz a ressignificação de valores para a vida. “Quando a faculdade incentiva e fomenta os projetos sociais, há um maior engajamento do estudante. Além de cumprir com seu papel social, dá bom exemplo ao aluno e o auxilia na formação profissional completa e acrescida de valores humanos”, observa a professora Elaine. Há ainda a vantagem para o currículo – principalmente em início de carreira: segundo Elaine, é o trabalho voluntário desenvolvido nesses projetos que traz corpo ao currículo e vai demonstrar as habilidades e capacidades do profissional em início de carreira. Já para o profissional mais maduro, essa informação no currículo também é valiosa, pois pode ser motivo de desempate em um processo seletivo. 

Sem falar que os projetos podem até ser profissionalizados. É o caso da estudante da FAE Nicolle Kipper Söthe. Ela e sua equipe iniciaram o projeto “A Firme” dentro do curso de Publicidade e Propaganda, em parceria com o FAE Incentiva – programa que auxilia os estudantes no desenvolvimento de projetos. A Firme é uma plataforma que dá a produtores artesanais a oportunidade de mostrarem seu trabalho e, ainda, comercializarem seus produtos. Reúne, portanto, economia solidária, empreendedorismo e sustentabilidade social. 

site está dando tão certo que em um mês de funcionamento já contava com 13 pequenos empreendedores. Durante a pandemia, a plataforma foi ainda mais útil. “Com o isolamento social, muitas categorias profissionais tiveram de se reinventar. Para os pequenos, foi mais difícil, pois muitos não têm a expertise de montar um site, por exemplo”, comenta. Para ela, a FAE tem muito mérito em incentivar os alunos a desenvolverem esses projetos já na faculdade. “Na FAE sempre somos instigados a inovar. E isso nos ajuda muito como experiência profissional, pois com a Firme trabalhamos marketingbranding para consumo e consumo humanizado”, diz Nicolle, que já concluiu o curso de Publicidade e agora está fazendo pós-graduação em Liderança Estratégica, também na FAE.

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CONTRIBUIÇÃO PARA A HUMANIDADE

O trabalho voluntário é algo extremamente importante para a sociedade, pois, a partir do momento que a pessoa o desenvolve, está contribuindo para si mesma e para todos os que estão no seu entorno. Na opinião do coordenador do Projeto FAE Social, Frei Claudino Gilz, a participação voluntária do estudante em atividades relacionadas a projetos sociais reverte em inúmeros aprendizados e transformações. “A oportunidade de estudar e obter uma formação acadêmica e profissional não pode ficar restrita ao alcance de objetivos pessoais, por mais dignos que sejam tais objetivos. Precisa mobilizar o estudante a querer contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e feliz, ou seja, à prática da solidariedade junto aos mais pobres”, afirma Frei Claudino.

No meio acadêmico, os benefícios são ainda maiores, pois o aluno ficará marcado positivamente para o restante da sua trajetória de vida. “O grande diferencial de uma experiência de voluntariado durante o Ensino Superior consiste em realizar ações proativas, o que traz a transformação interior do aluno. Transformação essa que converge para a descoberta do sentido e da alegria de amar e fazer o bem aos que mais precisam. Ao se dispor a atuar como voluntário em uma das demandas sociais, dificilmente o estudante deixa de abraçar outras mais ao longo da vida”, completa o frade e professor da FAE.

Para Elaine, é preciso se sensibilizar para transformar. “Não faça apenas para fortalecer a sua marca pessoal e seu currículo, pois assim você não terá bons resultados. Faça com coração e alma. O trabalho voluntário deve representar os seus valores enquanto ser humano, a sua disposição para se doar e servir ao outro. Se você faz com a sua alma, certamente a vida vai lhe retribuir de alguma forma”, acrescenta a professora.

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