Cultura Festival de Curitiba 2018

“Meu passado não se apaga – Ubuntu: sou o que sou pelo que somos”

Com temas inspirados em culturas africanas, traição, tráfico negreiro, racismo, revolução e identidade, a Companhia Resenha Teatral – CRT, vem ao Fringe esse ano apresentar o espetáculo “Meu passado não se apaga – Ubuntu: sou o que sou pelo que somos“.

O projeto surgiu a partir da ideia da Carol Araujo, em falar sobre a essência do poema do Navio Negreiro de Castro Alves e o desejo  de Maria Carol Leguede, em falar sobre a identidade do povo negro.  A escolha do tema foi votada pela companhia. Durante dois anos foram feitas pesquisas em mitologia dos Orixás, filmes e documentários sobre a África, o povo negro no Brasil e a dança afro-brasileira. O resultado da pesquisa foi inserido no projeto por meio de danças, músicas, nomes e profissões dos personagens.

Escrita por Carol Araujo, Lucas Nunes e Maria Carol Leguede, a peça conta a história de um grupo de africanos traficados e levados ao Brasil Imperial, e que para se livrarem dessa situação se apegam a filosofia africana Ubuntu, que tem como um dos significados “Sou o que sou pelo que somos”.

A temática do espetáculo converge com o cenário atual ao qual nos deparamos com os discursos de ódio nas redes sociais e a intolerância que estão se fazendo mais evidentes. A expectativa é fazer o público sair do teatro questionando suas origens e com a ideia de que somos todos um, não importa a sua origem, cor e religião.

Maneco, vem como um “griot” contar a história de seus bisavós desde a África, no Reino de Benin. Chegando em terras brasileiras, o movimento Ubuntu, que reúne escravos fugidos e até uma antiga senhorita de engenho, luta para libertar os escravos do fazendeiro André Altamira.

Danças, músicas, projeções, declamação de trechos do poema aliado à partituras físicas e conteúdo audiovisual compõem o espetáculo. A companhia já apresentou “Meu passado não se apaga – Ubuntu: sou o que sou pelo que somos” em teatros, escolas e festivais de São Gonçalo, Itaboraí, Niterói e Rio de Janeiro.

Para a companhia apresentar-se no Fringe significa reconhecimento pelo trabalho produzido e também uma oportunidade de contar esta história em um dos maiores festivais de teatro do Brasil, além de ser uma grande vitrine cultural que possibilita a expansão de novos projetos e intercâmbio com outros artistas.

A Companhia Resenha Teatral – CRT é um grupo de teatro de São Gonçalo/ RJ, formada há quatro anos, dirigida pela atriz, produtora e diretora Carol Araujo e composta pelos atores: Ana Paula Figueiredo, Fernando Vasconcelos, Kamylla Duarte, Lucas Nunes e Maria Carol Leguede que também faz a direção de movimento e produção.

Para o projeto Ubuntu foram convidados os atores: Alberto Sena, Thuane Ribeiro, Thomas Rodrigues e Victor Braga. Para a equipe técnica e produção no Fringe: Marcos Moura, Roberto Otsuka e Stefanny Santos. Vídeo e objetos cênicos são assinados pelo artista plástico Wemerson Peu, o figurino por Regila Deusamar e criação de luz por Palito.

A companhia vai se apresentar no Portão Cultural – Auditório Antônio Carlos Kraide, localizado à Avenida República Argentina, 3430 – Portão, nos dias 28 e 29  de Março às 17h e 21h e 30 de Março às 17h.  Ingressos: R$20,00. Com duração aproximada de 70 min.  Não é recomendado para menores de 12 anos.​