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Mapeamento pode ajudar no combate à Covid-19 no Brasil

Com a variante Delta em circulação e novas infecções de Covid-19 ainda sendo registradas, apesar do avanço na vacinação, a busca por medidas para conter a pandemia se mantém necessária no Brasil. E uma pesquisa pode ajudar nisso. O Grupo Pardini, um dos maiores players de infraestrutura em medicina diagnóstica do país, está à serviço do SUS e do Ministério da Saúde para a realização da PrevCOV – Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil. Ela tem como objetivo estimar a prevalência da infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em mais de 210 mil residentes, com estimativas para as capitais, unidades federadas e regiões metropolitanas.

A partir dos resultados, a expectativa é fornecer informações que baseiem as ações de saúde pública e mostrem a dinâmica de transmissão da Covid-19, sinalizando como a doença se comporta de acordo com o cenário específico das populações afetadas, e nos diferentes recortes geográficos e socioeconômicos. Ao todo, estão incluídos 274 municípios. De acordo com Hernan Firpo, Diretor de Negócios em Medicina Personalizada do Pardini, as amostras colhidas pelos laboratórios próprios e parceiros serão um marco na história da pandemia, já que se trata de uma das maiores pesquisas de prevalência da infecção por Covid-19 realizadas no mundo até o momento. 

A seleção dos pesquisados foi feita por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A adesão é voluntária, mas fundamental. “É só conhecendo mais a doença e seu comportamento que será possível finalmente combatê-la”, afirma o executivo do Grupo Pardini. Menores de 18 anos precisam da autorização de pais ou responsáveis. 

Os mais de 62 mil domicílios participantes da pesquisa receberão funcionários do Grupo Pardini e dos seus laboratórios parceiros, devidamente uniformizados, para uma entrevista e coleta de sangue. As amostras colhidas serão identificadas e encaminhadas para unidades da Fiocruz, que está responsável pela execução do teste sorológico e armazenamento do biobanco para estudos complementares futuros. Vale ressaltar que os dados dos participantes não serão divulgados, garantindo a confidencialidade de cada um.