Cultura

Instituto Vladimir Herzog e parceiros realizam a 1ª edição do “dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos”

Entre 7 e 14/03, ao lado do Sesc São Paulo e da Pardieiro Cultural, o IVH promove programação online e gratuita de música, cinema e debates

A luta das mulheres, a resistência quilombola e indígena e as desigualdades sociais estão entre os diversos temas ligados aos Direitos Humanos abordados na primeira edição do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, que acontece de 7 a 14 de março de 2021. Com 36 filmes, quatro performances musicais e um ciclo de debates, o festival – totalmente online e gratuito – alia arte e reflexão. Para acompanhar, basta acessar o site https://www.dhfest.com.br, onde toda a programação estará disponível.

Chico César, Tássia Reis, o coletivo Baile em Chernobyl e o rapper Kunumi MC compõem a programação musical. No ciclo de debates, participam personalidades como o fotógrafo Sebastião Salgado, a romancista Conceição Evaristo, o escritor indígena Ailton Krenak, a cineasta Tata Amaral e o documentarista chileno Patricio Guzmán .

Estarão em cartaz 11 longas e 26 curta-metragens recentes, com destaque para a estreia de “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres”, de Alberto Alvares e Cristina Flória. Realização do SescTV, o filme mostra o universo das mulheres Guarani na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo. Também fazem parte da grade títulos inéditos comercialmente no Brasil, como “A Cordilheira dos Sonhos”, de Patrício Guzmán, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes, e “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves de Souza, melhor filme na mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim.

Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, afirma que o festival pretende contribuir para a construção de um país mais justo e democrático. “O Instituto Vladimir Herzog, desde sua fundação, aposta na cultura e acredita na arte como exercício de cidadania. Esta iniciativa reafirma a importância dos Direitos Humanos e responde ao contexto desolador de desmonte das políticas públicas de cultura no Brasil. Vamos seguir na luta por direitos valorizando o que temos de melhor: nossa diversidade e cultura”.

Para aprofundar as discussões suscitadas pela programação de música e cinema, serão apresentados ao público quatro debates e uma entrevista, com curadoria do IVH e do Sesc São Paulo:
  • 8/03 – “Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios” – com Conceição Evaristo, Maria Clara Araújo e Semayat Oliveira (mediação)
  • 9/03 – “Aldeias, quilombos e periferias: o poder das palavras na luta por direitos” – com Catarina Guarani, Nêgo Bispo e Bianca Santana (mediação)
  • 10/03 – “Vladimir Herzog e o documentário social: memória e justiça” – com João Batista de Andrade, Tata Amaral e Paula Sacchetta (mediação)
  • 11/03 – Entrevista “Meu norte é o sul: retratos latino-americanos no cinema” – com Patricio Guzmán e Luiz Carlos Merten (mediador)
  • 13/03 – “Somos a terra: os direitos da natureza e o futuro da humanidade” – com Ailton Krenak, Sebastião Salgado e Ana Toni (mediação)

“Ao propiciar e difundir ações, sejam artísticas ou socioeducativas, que contribuam para a efetivação dos Direitos Humanos em diferentes âmbitos a instituição reafirma seu compromisso na construção de uma sociedade cujos valores da solidariedade e da igualdade estejam presentes nas variadas formas de convivência”, comenta o diretor regional do Sesc São Paulo, professor Danilo Santos de Miranda.

Para Leandro Pardí, o evento pretende “desde sua primeira edição valorizar a música enquanto elemento engajador e representante de discursos plurais que inspiram transformações a favor da diversidade”. Francisco Cesar Filho complementa que, por meio de sua variada programação, o festival “enriquece um debate que se mostra extremamente necessário na atualidade em nosso país”.