Bon Vivant Cultura

Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc, e Bem-Te-Vi Produções apresentam: RIO CHORO 2021

Esta sexta edição promove uma mostra competitiva aberta agora à votação popular

O 6º RIO CHORO 2021 — Mostra Virtual Competitiva recebeu 273 músicas inscritas, das quais foram selecionadas 48 semifinalistas para a fase aberta à votação popular. Todas as obras classificadas estão disponíveis no canal do Rio Choro no YouTube, onde o público pode curtir as composições de que mais gostar até o próximo dia 17. A música que obtiver mais “likes” ganhará o Prêmio Waldir Azevedo no valor de R$ 6 mil.

Além desse prêmio, o Rio Choro 2021 divulgará, no dia 19 de março, o Prêmio Aldir Blanc para o melhor choro-canção (choro com letra), também no valor de R$ 6 mil. Em seguida, serão escolhidos 12 finalistas, que concorrerão aos prêmios Ernesto Nazareth para o 1º colocado (R$ 12 mil), Pixinguinha para o 2º lugar (R$ 9 mil) e Jacob do Bandolim para o 3º (R$ 6 mil), a serem anunciados no dia 26 de março. Os outros nove finalistas receberão, cada um, R$ 1 mil.

A proposta do Rio Choro 2021 foi plenamente alcançada: divulgar o choro, a produção contemporânea, seus compositores e os músicos do gênero. Por isso, o compositor e saxofonista Mário Sève, idealizador da mostra, está feliz com o sucesso. “Como o edital é da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, só eram permitidas inscrições de compositores que morassem no estado. Então, 273 composições é um ótimo número. E o melhor é a qualidade das músicas. Basta ouvir a playlist com os 48 semifinalistas que é possível perceber o alto nível das obras”, empolga-se Sève.

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Puderam participar compositores com idade acima de 18 anos, residentes no Estado do Rio de Janeiro, com obras dos gêneros choro e valsa-choro, no formato de música instrumental ou canção (com letra em português). Entre os autores participantes, compositores do interior do estado e artistas mais conhecidos – não necessariamente no gênero choro – como os cantores Cláudio Nucci, Anna Paes e Alfredo Del Penho, o maestro Cristóvão Bastos, o trompetista Silvério Pontes, o sanfoneiro Marcelo Caldi, o violonista Zé Paulo Becker, o pianista Leandro Braga e o flautista Antonio Rocha.

Das 48 obras semifinalistas, 40 são instrumentais e oito são canções; 35 são de autores da cidade do Rio de Janeiro, sete de Niterói, duas de Cordeiro, uma de Valença, uma de Três Rios, uma de Teresópolis e uma de Nova Friburgo. Das 35 do Rio, 10 são de compositores que moram em Laranjeiras, cinco de Santa Teresa, três da Glória, três do Flamengo, três de Botafogo, dois da Lagoa, dois de Copacabana, dois do Catete, um da Tijuca, um do Méier, um do Leblon, um do Humaitá e um do Centro.

A esmagadora maioria de compositores é masculina. São 44 homens e apenas quatro mulheres. Já o mais jovem tem 29 anos; enquanto o mais velho, 74. Além disso, 36 músicas inscritas são de um único compositor; e 12, em parceria

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As inscrições foram gratuitas e se encerraram no dia 14 de fevereiro de 2021. O anúncio dos 48 semifinalistas, escolhidos por uma comissão de jurados especialistas em choro (que só receberam as músicas sem saber seus autores), foi feito no dia 5 de março, quando foi aberta a votação popular pelo canal do Rio Choro no YouTube.

SOBRE OS HOMENAGEADOS

Ernesto Nazareth

Compositor fundamental na formação do que seria a música popular brasileira, nascido em 20 de março (mês das principais fases do Rio Choro 2021), Ernesto Nazareth (1863-1934) é o homenageado na primeira colocação do concurso. Além de lindas valsas, compôs tangos e polcas, que, mais tarde, reconheceríamos como gênero choro. O pianista é autor de clássicos como “Odeon”, que nos anos 1960 ganhou versos de Vinicius de Moraes, “Apanhei-te cavaquinho”, “Brejeiro” e “Coração que sente”, obrigatórios em qualquer roda de choro que se preze!

Pixinguinha

Compositor, flautista, saxofonista, arranjador. Este era Alfredo da Rocha Vianna, nosso Pixinguinha, responsável por definir a forma musical do choro e por fixar o uso da percussão na base com flauta, violão e cavaquinho. Seu grupo, Oito Batutas, ficou conhecido pela temporada musical em Paris, no ano de 1922. Sua canção mais popular é “Carinhoso”, que ficou engavetada por anos até ganhar letra de João de Barro, o Braguinha, e virar o sucesso que atravessa gerações. Pixinguinha é tão importante para o choro que o dia em que nasceu virou o Dia Nacional do Choro: 23 de abril. Entre suas obras mais populares, estão também “1×0”, “Rosa”, “Lamentos”, “Ingênuo” (sua preferida) e “Naquele tempo”.

Jacob do Bandolim

Um dos maiores expoentes do choro, Jacob do Bandolim foi um virtuose no instrumento que, de tão importante, foi incorporado em seu nome artístico. A importância de Jacob vai muito além de sua bela obra, que inclui pérolas como “Doce de coco”, “Noites cariocas”, “Assanhado”, “Santa morena”, “Vibrações” e “Receita de samba”, só para citar algumas das mais tocadas por chorões de todas as nacionalidades e idades, para os quais é uma das mais relevantes influências. Como se não bastasse ser compositor produtivo e exímio instrumentista, Jacob foi grande intérprete de Ernesto Nazareth e de Pixinguinha – de quem era amigo –, fundador do Conjunto Época de Ouro e minucioso arquivista, registrando tudo o que era tocado nos saraus em sua casa.

Waldir Azevedo

Instrumentista virtuose, muito famoso e um dos maiores divulgadores do nosso choro, inclusive fora do Brasil, Waldir Azevedo é, por isso, o homenageado na categoria escolhida pelo voto popular. Quem não conhece seu famoso “Brasileirinho”, que já foi parar até em jogos olímpicos nas apresentações da ginasta Daiane dos Santos? Mas Waldir Azevedo – com seu cavaquinho único e original – tem seu nome gravado na história da música brasileira com obra ainda mais significativa, da qual se destacam também “Delicado”, “Pedacinho do céu” e “Carioquinha” – todos no repertório de chorões de todos os cantos do mundo.

Aldir Blanc

Um dos grandes letristas do nosso cancioneiro, Aldir Blanc virou nome da lei que destina recursos para artistas e profissionais da área cultural brasileira. Só isso já bastaria para ele ser homenageado pelo Rio Choro 2021, mas é bom destacar que Aldir também tem, em sua extensa obra musical, choros como “Choro pro Zé” e “Catavento e girassol”, dele e Guinga; “Choro das ondas”, com Moacyr Luz; “Santo Amaro”, com Franklin da Flauta; e “Bola Preta”, parceria póstuma com Jacob do Bandolim.