Bem Estar Saúde

Fertilização in vitro deve prezar pela qualidade dos óvulos e embriões

Tratamentos de fertilidade precisam levar em conta a carga hormonal e os efeitos colaterais que serão sentidos no corpo das mulheres

O sonho de ser mãe nem sempre é possível pelas vias naturais. E com os avanços da medicina, a boa notícia é que isso não necessariamente precisa ser um problema para as mulheres. Tanto é que o Brasil lidera o ranking latino-americano dos países que mais fizeram fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial e transferência de embriões. Em 25 anos, 83 mil bebês nasceram no país por métodos de reprodução assistida. Um deles foi Théo Zaninelli Müller, em março deste ano, depois de cinco tentativas. “Quando eu fiz 35 anos fui tentar descobrir porque não engravidava e no caso das tentantes a idade pesa muito”, conta a mãe de Théo, Florence Zaninelli Müller, hoje realizada, aos 37 anos. 

Tentante é o termo utilizado no mundo da reprodução assistida para identificar as mulheres que estão lutando para engravidar. E as dificuldades podem surgir por uma série de fatores. No caso de Florence, ela descobriu ao longo do tratamento um problema nas trompas, além de uma certa “preguiça” nos espermatozoides do marido. “Eu estava com as duas trompas obstruídas, uma totalmente e outra parcialmente e para piorar ainda perdi uma numa gravidez ectópica antes de iniciar o processo”.

Porém, já mais familiarizada com o tratamento, ela descobriu que nem precisaria das trompas para engravidar por reprodução assistida, uma vez que o óvulo é coletado diretamente do ovário por uma fina agulha e, em laboratório fertilizado – no processo conhecido como fertilização in vitro. “Tinha muito medo do tratamento. Da quantidade de injeções e como isso afetaria o meu corpo, o meu humor e o quanto do meu tempo seria consumido no dia a dia. Optar pela FIV simplificada e, em um dos ciclos, pela FIV Natural, foi ótimo pois não tive efeitos colaterais” conta Florence.

Os efeitos colaterais e as taxas de sucesso de cada tentativa do tratamento são os pontos que mais pesam para as tentantes. Ciclos nos quais são utilizadas muitas medicações hormonais potencializam o risco de desenvolver a síndrome da hiperestimulação ovariana, que é das complicações mais graves em consequência dos tratamentos de fertilidade, em alguns casos precisando até de internamento em UTI. Esse quadro pode ser muito perigoso para a paciente, além de causar efeitos colaterais como dores abdominais intensas, ascite volumosa, derrame pericárdico, pneumotórax, tromboembolismo, insuficiência renal aguda, entre outros. Com doses exageradas de medicamentos, a paciente até produz um número maior de óvulos, mas às custas de uma menor qualidade dos mesmos, o que piora as chances de sucesso.  

No Brasil os pioneiros da Fiv Simplificada (fertilização in vitro com menos hormônios) estão no Centro de Fertilidade Saab, instituição renomada, em que os médicos responsáveis optam por tratamentos pouco invasivos, que trazem menos efeitos colaterais para as tentantes.  “Prezamos por óvulos de melhor qualidade, mesmo que em menor quantidade. Não queremos que as pacientes corram riscos derivados de um excesso de medicação, que podem diminuir a sua chance de sucesso, por isso não exageramos na carga de hormônios e procuramos fazer o tratamento mais natural possível”, explica a médica especialista em reprodução humana Karyna Bustelo Saab. 

Karyna sempre teve o sonho de ter uma família. Mãe de um casal, hoje ela ajuda a realizar os sonhos das pacientes que não conseguem engravidar pelas vias naturais. “Digo para os pacientes que estão tentando há mais de um ano e não conseguem que é hora de nos procurar. Sem medo, podem vir e confiar no nosso trabalho. Ofertamos tratamentos à distância e presenciais, com uma estrutura completa que inclui, além da parte clínica, laboratório próprio, hotel e transportes especiais. Os tratamentos são os menos invasivos possíveis, e a estrutura oferece muito conforto, sempre pensando no bem-estar das tentantes”, acrescenta a médica.