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Empreendedorismo e solidariedade: veterinária aposta em filial e unidades móveis para ampliar atendimento em Santa Catarina a preço popular

Atendimento veterinário em lugares remotos, controle populacional de cães e gatos e prevenção de zoonoses, estão entre os principais objetivos da Dra. Katia Chubaci

Especializada em cirurgias de castração para controle populacional e prevenção de zoonoses, a empresária, ativista e médica veterinária Kátia Chubaci e o marido, o economista e diretor executivo, Malcon Mauricio Moreira ampliaram a sua rede de atendimento para a região da Grande Florianópolis, entre outros municípios e regiões remotas de Santa Catarina.  Com a nova filial no bairro Pedra Branca, em Palhoça, e três unidades móveis, a Chubaci Clínica Veterinária  tem a capacidade de atender no mesmo dia regiões diferentes, destacando-se pela estrutura e equipamentos de primeiro mundo, com diferencial nos valores cobrados a preço social e tornando-se uma referência em medicina do coletivo no Estado.

Com olhar voltado para a retomada da economia e na região continental, o casal investiu ao todo R$500 mil no novo trailer, o terceiro da frota, e galpão, que serve de garagem para os consultórios ambulantes e a nova clínica. A nova estrutura com 400 m², sendo 192m² para atendimento veterinário,  terá capacidade de realizar ao mês uma média de 800 cirurgias de castração de cães e gatos e 200 consultas, entre vacinas e exames. Serão disponibilizadas 20 novas vagas de emprego, nove delas de forma indireta.

“Considerando o crescimento do município de Palhoça que registrou em 2017 um aumento de 15,2% de novas empresas instaladas, observamos que a cidade merece ter uma clínica com preço acessível capaz de atender uma demanda reprimida que necessita de serviços como o que oferecemos”, explica o sócio empresário.

A Clínica Chubaci conta com um Castrabus que atende todo o Estado de Santa Catarina, esterilizando em média 120 animais/dia; um trailer de 8,5 m que entrará em operação este mês, com possibilidade de realizar em média 80 cirurgias/dia na Grande Florianópolis; e o Mini-CastraBus, que será para atender regiões mais carentes e de difícil acesso em Florianópolis e Grande Florianópolis, com capacidade de atender em média 50 animais/dia.

“A nossa proposta é dar oportunidade para que pessoas que não dispõem de recursos, principalmente as comunidades carentes, possam levar seus animais a um atendimento veterinário, com preços mais acessíveis e que caibam no bolso. E com isso, contribuir para a redução da população de cães e gatos em situação de rua, para a prevenção de doenças como câncer de útero e mamas em fêmeas caninas e felinas e de próstata em machos caninos e felinos, bem como para o controle de zoonoses”, defende Chubaci, que ao longo de 23 anos de carreira foi pioneira na Medicina Veterinária do Coletivo no Estado e a primeira a realizar mutirões de castração a preço social nas cidades catarinenses, bem como participar como voluntária de ações sociais de controle populacional de animais no Brasil e exterior.

Controle populacional de cães e gatos

A esterilização é o método considerado mais ético pelos médicos veterinários para o controle da taxa de natalidade. Esta prática visa também levar mais qualidade de vida, tanto para os animais em situação de rua, quanto para a população que vive em áreas onde a incidência de animais abandonados é maior e pode causar a disseminação de doenças.

Ainda que algumas prefeituras já contem com ações preventivas voltadas à redução populacional destes animais, não são suficientes para atender a demanda, haja vista que um casal de cães ou gatos pode gerar durante cinco anos, em sucessivas gerações, 12.680 espécimes, considerando duas crias por ano, de dois a oito filhotes, em cães, e quatro crias em gatos, de dois a quatro filhotes, segundo a American Human Society,

No entanto, nem todos os animais possuem um lar. Dados da Organização Mundial de Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonadosNo interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. Em muitos casos o numero chega a 1/4 da população humana.