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Durante a pandemia, dia mundial do livro é lembrado com curiosidades e dicas

Esse também é um ótimo momento para começar a escrever sua primeira obra literária

Com tudo o que vem acontecendo no mundo, pode ser que muitos tenham esquecido, mas no dia 23 de abril é comemorado o Dia do Livro. Criado pela UNESCO em 1995, a data tem como objetivo promover o prazer da leitura, valorizar o seu papel fundamental na formação humana, incentivar a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais. O dia escolhido é o mesmo da morte de Miguel de Cervantes – autor de Dom Quixote, William Shakespeare – entre tantas obras ele assina Romeu e Julieta e Inca Garcilaso de la Veja, cronista e escritor peruano, considerado “príncipe dos escritores do Novo Mundo” – e pasmem os três morreram na mesma data, 23 de abril de 1616! Ai está nossa primeira curiosidade!

Outro dado curioso e interessante é que durante esse período de distanciamento social causado pelo Coronavírus, a venda de livros online tem aumentado em diversos países no mundo. No Reino Unido, por exemplo, a procura por livros cresceu cerca de 33% em relação ao mesmo período em 2019, e as vendas online tiveram um aumento de 400% na comparação com o ano passado. Os dados são da Nielsen Book e foram publicados pela BBC, mostrando que com as pessoas passando mais tempo em casa, a demanda por produtos, como livros, aumentou.

Ler!

E é lendo, que surge a vontade de escrever. Afinal, quem nunca se emocionou com um livro e pensou “e se eu contasse minha própria história?”. Além de nos oferecer uma infinidade de oportunidades de aprendizado, reflexão e diversão, depois de um livro impactante, pode surgir a inspiração para contar uma história ou dividir uma experiência, ou ainda compartilhar um conhecimento. Mas, ai, vem outra pergunta, quase um dilema como começar a colocar no papel tudo que está na cabeça? Como fazer quando a ideia não vira algo tangível e comece a inspirar outras pessoas? O que fazer?

Para desmistificar esse processo, o Book Advisor, Eduardo Villela, lista três recomendações para quem deseja iniciar essa trajetória:

1 – Conte com a ajuda de um profissional –

O Book Advisor pode ser a pessoa que vai ajudar o autor a construir o projeto de um livro. O Book Advisor Eduardo Villela explica que antes de tudo é preciso elaborar um plano de obra, uma espécie de plano de negócios do livro, que deve conter uma série de informações e análises. “Escrever um livro é desafio e eu ajudo autores a superá-los. De início, converso com a pessoa interessada em escrever uma obra para saber sobre a relevância do tema escolhido, refletimos sobre a abordagem que ele pretende desenvolver dentro desta temática e por quais razões ele quer escrevê-lo. A partir daí, analisamos também quem é o público-alvo de leitores e os principais motivadores que despertarão o interesse deles em lê-lo e também ponderamos quais serão os diferenciais de mercado do livro”, revela.

O especialista também ajuda na produção de um roteiro detalhado de capítulos, contendo todos os assuntos que o autor pretende abordar; define um cronograma de trabalho e uma rotina eficaz de escrita. “Esta primeira etapa de concepção do projeto do livro equivale à planta de uma casa feita em conjunto com um arquiteto”, explica Villela. “Trabalhar em um livro é uma atividade que requer planejamento, organização e assessoria especializada”, complementa.

2 -Tenha experiências para compartilhar

Segundo Eduardo Villela, para escrever um livro, é fundamental que o autor conheça muito bem o tema escolhido, tanto na prática como na teoria. “Quem não domina completamente o tema de sua obra, não conseguirá escrever um bom livro. Faltará consistência, densidade e riqueza ao conteúdo de sua obra. “O livro é um meio muito eficaz para você transmitir seus conhecimentos, ideias, pontos de vista, experiências e proporcionar reflexões a um grande número de pessoas”. A frase de Villela demonstra que escrever também é uma maneira de compartilhar a expertise, os aprendizados e vivências de um escritor em determinada área com seu público-alvo.

3 – Publique seu livro

Muita gente acredita que o livro só vai ser lido e bem aceito pelos leitores caso seja publicado por uma editora, mas, de acordo com Villela isso não é uma regra. “Hoje, se você é um autor que cria vínculo, conexão com o seu público-alvo nas redes sociais, uma edição independente de seu livro pode ser um caminho bastante interessante e viável. Existe, por exemplo, um bom número de autores que lançam livros como e-books em plataformas como o Kindle e alcançam resultados muito bons“, revela.

Pandemia – tempo interessante para escrever

Outra preocupação corriqueira é a falta de tempo para escrever o livro – o que, em tempos de isolamento social e com muito mais gente ficando em casa, acaba se tornando algo mais fácil de lidar. Segundo o Book Advisor, uma organização eficaz da rotina de escrita e um cronograma detalhado tornam o processo de escrita bem mais simples e ajuda o processo criativo – “o Book Advisor está preparado para orientar o autor a encontrar a dinâmica de trabalho que funcione para sua realidade de tempo e até usar essa época de pandemia para iniciar o exercício.”, destaca Villela.