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Dia da Amazônia: estudo da Febraban reforça a preocupação do brasileiro com a preservação

Ações de monitoramento e projetos de preservação promovidos por instituições não governamentais contribuem para a proteção da biodiversidade na maior reserva natural do mundo, que exerce grande influência na regulação climática mundial

Reforçar a importância de promover ações de preservação e conscientização para a manutenção de uma das maiores reservas naturais do mundo tem sido o papel principal do Dia da Amazônia – 5 de setembro -, e diversos fatores são indispensáveis para combater, inibir e prevenir queimadas, depredação e exploração ilegal da maior floresta tropical do planeta.  

E, cada vez mais, a população brasileira se mostra consciente sobre a necessidade de proteção do bioma, que está entre os mais importantes para a humanidade. Pesquisa realizada pelo Observatório FEBRABAN mostra que 90% das pessoas estão preocupados com a preservação da Amazônia.

O mesmo estudo aponta que 60% dos entrevistados consideram que a Amazônia é o ecossistema mais ameaçado do país, sendo que 94% acreditam que “preservar a Amazônia é essencial para a identidade nacional”.

Além disso, a pesquisa também mostra que 83% da população está insatisfeita com os atuais esforços do Brasil para preservar a região.

Impactos do desmatamento

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam mais de 1.034 km² de desmatamento na Amazônia apenas em junho desse ano e, no acumulado do semestre, mais de 3.069 km² foram afetados, um aumento de 25% em comparação ao mesmo período de 2019.

As queimadas estão entre as principais causas da devastação e, ainda segundo o INPE, o Pantanal é a região mais afetada. Somente em 2020, o fogo consumiu mais de 17 mil km² de mata, prejudicando, inclusive, a vida animal.

No entanto, também é preciso considerar que atividades ilegais relacionadas a exploração irregular de madeira e ao garimpo também tem influência ativa na devastação, e muitas vezes ocorrem em áreas proibidas como terras indígenas, unidades de conservação e Áreas de Preservação Permanente, de acordo com o MapBiomas Alerta.

Para os brasileiros, as principais consequências do desmatamento são a ameaça a biodiversidade (fauna e flora) e aquecimento global, com 34% e 25%, respectivamente, segundo pesquisa do Observatório FEBRABAN.

Monitorar para combater o desmatamento

Ações de monitoramento têm como foco principal o combate ao desmatamento e a preservação da biodiversidade da Amazônia, já que a região abriga mais de 73% das espécies de mamíferos e 80% das de aves existentes no território nacional. Estima-se, ainda, que nas águas amazônicas estão 85% das espécies de peixes de toda a América do Sul, de acordo com o Instituto Brasileiro de Florestas.

A região também é o berço de milhares de espécies de árvores e plantas, e exerce importante papel nas áreas de pesquisas de novos medicamentos, soluções cosméticas e alimentícias, além de influenciar ativamente a regulação climática mundial. Acredita-se, ainda, que o bioma concentra inúmeras espécies de insetos, animais e plantas desconhecidas pelo homem.

Hoje, boa parte desse trabalho de monitoramento é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais por meio de sistemas como o Deter, que recebem dados vida satélite em tempo real. E recentemente o Ministério da Defesa anunciou que pretende comprar um microssatélite capaz de fornecer imagens de radar, que não sofre interferência de nuvens e, por isso, pode monitorar melhor o território.

Iniciativas não-governamentais para a preservação da Amazônia

Nos últimos anos, instituições não governamentais têm investido em iniciativas em prol da Amazônia, contribuindo de forma intensiva para prevenir queimadas e depredação da floresta, além de preservar a biodiversidade.

São Organizações da Sociedade Civil (ONGs), Institutos de Pesquisas, lideranças indígenas, ativistas e empresas privadas que se dedicam e buscam soluções de conscientização, proteção e conservação para prevenir o desequilíbrio ambiental causado pelo desmatamento da região.

Com uma área de 700 hectares de reserva legal na Amazônia, a fintech ecológica UzziPay, que tem como proposta conservar uma árvore da floresta a cada novo cliente, mantém um monitoramento constante para sua preservação. A reserva preservada pela fintech está localizada na cidade de Porto Velho, em Rondônia, estado que abriga o maior número de povos indígenas no Brasil, segundo dados do IBGE.

Por meio de uma acordo de cooperação entre a propriedade e a Uzzipay, a área é protegida, conservada, monitorada e auditada quando necessário, “promovendo um modelo de manejo florestal ecológico, no qual as espécies vegetais selecionadas privilegiem o equilíbrio e a conservação de todo o bioma local”, explica Márcio Barnabé, Chief Marketing Officer da empresa.

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Em casos de projetos de conservação como esse, entre as atribuições da empresa que vai financiar os custos da proteção da área estão a realização periódica de coleta de imagens do local, garantir a transparência da proposta e contratar auditoria independente de fiscalização.

Estudo encomendado pela UzziPay para a implementação do projeto de conservação da reserva legal da empresa, destaca que é possível blindar essas áreas contra possíveis invasões que sempre se iniciam das bordas para o meio da área, protegendo-as das suscetibilidades do efeito de bordadura, ou seja, do risco do fogo.

“Para realizar a conservação do espaço, o projeto da UzziPay prevê a proteção da área contra depredação, exploração ilegal, degradação e queimadas criminosas. O monitoramento da reserva legal é feito por solo, drone ou voos tripulados sobre o local e por imagens de satélite”, explica Márcio Barnabé,

Na área conservada pela fintech existem espécies vegetais como angelim, tauari, embireira, maracatiaria, cedrorana, abiu e castanha-do-pará. O local também é a “casa” de diversas aves, mamíferos, repteis e peixes. A longo prazo, a UzziPay também pretende contribuir para a conservação do Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.

A ideia de preservação da UzziPay surgiu pela crença de que é possível preservar a natureza enquanto os clientes preservam o seu dinheiro. E o diferencial da fintech está logo no slogan, que é “Você abre uma conta, a gente preserva uma árvore”, um conceito disruptivo de preservação colaborativa na Amazônia.

“A UzziPay acredita que a responsabilidade pela preservação da Amazônia deve ser compartilhada também por empresas. A Amazônia precisa ser defendida em conjunto pela sociedade civil e Governo, já que ela é um patrimônio da humanidade”, finaliza Márcio.