Bem Estar Saúde

Desistência de Simone Biles reforça papel do cuidado com saúde mental

Na semana passada, a Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics, na sigla em inglês) surpreendeu a todos quando anunciou que Simone Biles não participaria da final individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No dia anterior, a atleta já tinha desistido de participar da prova coletiva de ginástica artística devido ao desgaste mental e ao fardo pesado após um ano de luto, perda e restrições associados à pandemia de Covid-19.

Vencedora de vinte e cinco medalhas em campeonatos mundiais, sendo dezenove delas de ouro,  Biles é a ginasta mais condecorada na história do seu país em mundiais e comunicou que irá se dedicar no cuidado de sua saúde mental, para que seu bem-estar seja recuperado. 

O episódio evidenciou a realidade de muitos profissionais que se sentem exaustos, sobrecarregados, estressados e frustrados devido aos problemas emocionais desenvolvidos durante a pandemia. 

Alexandre Ayres é ex-executivo de grandes empresas, trabalhou em multinacionais e com a rotina sempre agitada vivenciou o estresse proveniente dos cargos que ocupou. Ele descobriu através de diferentes estudos que a meditação poderia ajudá-lo a lidar melhor com o estresse e emoções relacionadas tanto à vida profissional, quanto pessoal. 

Após vivenciar a melhora da qualidade de vida e experimentar os benefícios da prática, Ayres criou a MindSelf, juntamente com o executivo e seu amigo Wagner Lima, que também enfrentou dificuldades semelhantes. A empresa ajuda colaboradores e executivos a lidarem com a ansiedade e o estresse por meio do conhecimento de diferentes técnicas de meditação, desmistificando o assunto e mostrando como é possível ter mais foco, concentração, motivação e disposição para o dia a dia. 

“A saúde mental tem que ser levada mais a sério! Não somos super humanos, imunes a pressões e sujeitos a ter que aguentar todo tipo de adversidade, sem mostrar nossas fraquezas. O ser humano tem se pressionado muito em busca do sucesso, a busca pelo nosso “ouro corporativo” tem levado muita gente para a exaustão também no ambiente corporativo.  Que a Simone Biles e a Noemi Osaka sejam exemplos positivos do esporte para que possamos olhar mais para as pessoas como seres normais, que não precisam ser perfeitos em tudo e que possamos lidar com as nossas limitações de forma mais positiva. Não tenha receio em pedir ajuda”, comenta Ayres.