Esporte Novidades

Confeitando sonhos: irmãs do nado sincronizado transformam bolos em medalhas

O sonho de ser um atleta profissional exige muito treino e talento. Mas, muitas vezes, também é preciso um esforço fora das quadras, campos e piscinas para fazer acontecer. Essa é a história de Giovanna e Gabriela Brassac Kniggendorf, duas irmãs que, além de jovens promessas do nado sincronizado, também se tornaram “confeiteiras” nas horas vagas.

 

A oportunidade surgiu de uma necessidade. Era preciso juntar dinheiro para disputar campeonatos distantes de Curitiba. A solução foi caseira. “A gente sempre achou que o bolo da mãe era o melhor do mundo”, afirma a mais nova, de 13 anos, Gabriela. “Em 2016, a gente não podia viajar para competir por falta de dinheiro. Então tivemos a ideia de vender os bolos da mãe. Um dia ela foi me buscar na escola e disse que tinha colocado em um grupo do Facebook, e que já tínhamos muitas encomendas. Todos ajudamos. Começamos só com o de chocolate, e hoje fazemos 7 sabores”, conta.

 

Desde então, fazer bolos virou uma rotina com demandas cada vez maiores. “Acho que desde que começamos já foram uns 2000”, afirma Giovanna, de 15 anos. O esforço é ainda maior quando se trata de campeonatos internacionais.  “A gente precisa vender quase 800 só para ir para o Uruguai”, completa.

 

Paixão desde a infância

O primeiro contato com a modalidade aconteceu pela televisão. “Eu procurava um esporte, e era bem na época das Olimpíadas, em 2012. Eu tinha nove anos, e assisti o nado sincronizado. Adorei, e minha mãe procurou onde tinha aqui em Curitiba. Ela achou na UTFPr e eu comecei a treinar lá”, conta Giovanna. Apesar do incentivo da irmã, Gabriela demorou um pouco para gostar dos treinos. “Fui fazer uma aula experimental lá na UTFPr e não gostei muito. Então, uma amiga minha foi fazer uma aula experimental no nado, e me chamou para fazer com ela. Fiz mais uma aula e gostei”, relembra.

 

A rotina é puxada. Elas treinam todos os dias, das 14 às 17h30. Mas tudo isso já não é novidade para a dupla. Giovanna começou no esporte aos nove anos de idade, enquanto Gabriela iniciou ainda mais cedo, aos sete. Ambas já participaram de diversas competições, tanto no Brasil, quanto em outros países.

 

Apesar de serem irmãs, as duas raramente competem na mesma equipe. Enquanto Gabriela treina pela UTFPr, Giovanna faz suas aulas na Escola Curitibana Sereias de Ouro. Apesar disso, as competições ajudam a unir ainda mais as duas. “A cumplicidade aumenta. Como a gente sempre competiu em categorias diferentes, não tem essa cobrança. Uma tenta ajudar a outra”, afirma Giovanna. As duas, porém, já tiveram a oportunidade de estar no mesmo time. “Ano passado competimos juntas no conjunto da seleção paranaense no inter federativo”, lembra Gabriela. “Foi muito legal. E até o ano passado, fazíamos alguns conjuntos juntas. Duetos não”, conta.

Como uma boa irmã mais velha, Giovanna tem um cuidado especial com a caçula. “Eu me sinto responsável por ela”, conta. “Passamos pelas mesmas coisas, e depois das competições conversamos sobre elas”, completa Gabriela.

 

Texto Miguel Mello

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.