Cultura

Bienal Internacional do Cinema Sonoro traz 28 filmes e série de lives na programação

Bienal Internacional do Cinema Sonoro: amostras serão exibidas através do streaming Petra Belas Artes À La Carte entre 2 e 5 de dezembro

Bienal Internacional do Cinema Sonoro: com a proposta de exaltar e desenvolver os aspectos sonoros do cinema contemporâneo, a BIS – Bienal Internacional do Cinema Sonoro chega a 3ª edição com ações e exibições de filmes de forma exclusivamente online. De 2 a 5 de dezembro, o público pode conferir gratuitamente os 15 curtas e 13 longas-metragens brasileiros que integram as mostras competitivas através do serviço de streaming Petra Belas Artes À La Carte. A programação traz, ainda, quatro produções recentes do Equador, Índia, Bélgica e Reino Unido que compõem a Mostra Panorama Internacional, além de oficinas e a série de lives Cinemando, que aborda cases, trajetória de carreira, mercado, produção e pós-produção de áudio.

Com o desafio de redesenhar a edição para o formato virtual em 2021, a BIS anuncia a parceria com o Petra Belas Artes À La Carte, serviço de streaming que faz parte do Belas Artes Grupo com curadoria especial de produções com a marca do tradicional Cine Belas Artes, em São Paulo. 

A exibição dos filmes começa no dia 2 de dezembro (quinta-feira), às 17 horas, com sessões das mostras competitivas de longas e curtas-metragens. Na sexta-feira (3), a transmissão das mostras seguem das 17 às 00 horas. No sábado, dia 4, a programação começa mais cedo, às 15 horas. Já no domingo (5), o público pode assistir às produções a partir das 14 horas. Para conferir a lista completa de filmes selecionados para as mostras competitivas, acesse bis.art.br.

A organização pensou uma mostra competitiva diferente desta vez: um conselho de jurados de diversas associações de profissionais da área (ABRA, A3pS, API, AMC, Edt.Rio e  Musimagem) votaram nos filmes após a inscrição e a primeira triagem do festival. Da mesma forma, o júri jovem, formado por estudantes de audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG), também votaram nos filmes dessa primeira triagem. Os mais votados de cada categoria são as produções que serão exibidas na mostra competitiva. Os ganhadores serão revelados no último dia de evento, tanto para o júri oficial, quanto para o júri jovem. 

Bienal Internacional do Cinema Sonoro

A SELEÇÃO

Entre curtas e longas-metragens, 28 produções brasileiras competem nas mostras competitivas da 3ª BIS. Em ‘Luz nos Trópicos‘, de Paula Gaitán, Igor é um indígena Kuikuro nascido no interior que resolve retornar à terra de seus ancestrais trazendo as cinzas de seu avô e o registro sonoro de sua voz gravada pouco antes de morrer. A cineasta tece uma densa estrutura de histórias e linhas do tempo, enredados por cosmogonias indígenas, cadernos de viagem e literatura antropológica. O filme passou recentemente pelo Filmadrid (Espanha), pela 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes e recebeu prêmio de Melhor Filme Ibero Americano no Lima Alterna Festival Int. de Cine, do Peru.

Em ‘A Primeira Morte de Joana‘, de Cristiane Oliveira, Joana, uma menina de 13 anos, quer descobrir por que sua tia-avó faleceu aos 70 sem nunca ter namorado alguém. A partir daí, percebe que todas as mulheres da sua família guardam segredos. O longa-metragem Ainda Temos a Imensidão da Noite, de Gustavo Galvão, reúne um time de talentos, com destaque para o produtor musical norte-americano Lee Ranaldo, fundador da icônica banda Sonic Youth, a produtora brasileira Sara Silveira e o production designer alemão Tamo Kunz (o mesmo dos filmes de Faith Akin). 

Os curtas e longas-metragens selecionados para esta 3ª edição concorrem em nove categorias competitivas: Melhor Som; Melhor Direção de Som; Melhor Som Direto; Melhor Edição de Som; Melhor Mixagem de Som; Melhor Efeitos Sonoros; Melhor Música Original; Melhor Desenho de Som e Melhor Edição de Diálogos.

PANORAMA INTERNACIONAL

Além dos filmes competidores, a BIS 2021 traz quatro produções internacionais e inéditas no Brasil. No primeiro dia de exibições no Petra Belas Artes À La Carte,  a programação conta com a produção indiana That Cloud Never Left (2019), dirigido por Yashaswini Raghunandan. No dia seguinte, sexta-feira, é a vez de Ailleurs Partout (2020), filme de Isabelle Ingold & Vivianne Perelmuter, da Bélgica. No sábado, a Mostra Panorama Internacional exibe Ouvertures (2020), dirigido por Louis Henderson e Olivier Marboeuf, do Reino Unido. Já no domingo, o festival exibe Iwianch, the Devil Deer (2020),  de José Cardoso, do Equador.

CONVERSAS E OFICINAS

Além dos filmes, a edição 2021 da BIS promove a série de lives Cinemando, com transmissão simultânea no perfil do Instagram da bienal (@biscinemasonoro) e no canal do YouTube da F64 Filmes. Hoje (29), às 17 horas, Rosana Stefanoni e Daniel Sasso comandam uma conversa sobre sobre Pós-produção de Som e a A3pS (Associação dos Profissionais de Pós-Produção de Som). Na terça-feira, 30 de novembro, quem comanda a live Construindo Narrativas Sonoras é Ana Luísa Marquito, às 18 horas; já no dia 1º de dezembro, Mauricio Ruiz é o convidado para falar sobre Sound Design para Games & Mercado a partir das 17 horas. A série Cinemando teve início no dia 23 de novembro.

A BIS volta a promover atividades formativas e profissionalizantes. Ainda é possível se inscrever para o Curso de Pro Tools, ministrado por Belém de Oliveira, que aborda desde os elementos mais básicos de interface e configuração até elementos como automação, plugins, ferramentas de mixagem e edição. 

O FESTIVAL

Desde a sua estreia na cidade de Goiânia, em 2017, a BIS propõe uma visão original do cinema contemporâneo, focada no desenvolvimento dos aspectos sonoros, valorização dos profissionais de som e formação da escuta do público. O festival, concebido pela F64 Filmes, é uma realização da F64 Filmes e Idéia Produções, com apoio de SoundTalk, A3pS, Petra Belas Artes à la Carte, ABRA, API, ABC, Edt.Rio, Guardiã do Ser, Musimagem Brasil. O projeto foi contemplado pelo Edital de fomento a festivais de cinema do Fundo de Arte e Cultura de Goiás 2018. 

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