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9 dúvidas sobre espinhas

Sempre que a gente vê uma espinha no rosto, a primeira reação é espremê-la. Afinal de contas, ninguém gosta de ver aquela ‘bolinha feia‘ justamente na face. Mas segundo a dermatologista da Neoderme e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Luz Marina Hannah Grohs, espremer a acne não é uma atitude recomendada pois pode ocasionar em graves infecções, cicatrizes e manchas.

“Nunca devemos espremer uma espinha pois ao fazer isso corremos o risco de gerar uma quebra na barreira natural da pele, formando uma porta de entrada para bactérias”, comentou a especialista.

Para explicar melhor o assunto, a doutora Hannah esclareceu algumas das principais dúvidas sobre espinhas. Confira:

1 – Quais as principais causas para o aparecimento de espinhas?

Na adolescência o aparecimento de espinhas se dá pelo estímulo dos hormônios sexuais que iniciam sua produção na puberdade. Mas podemos citar outras causas, como por exemplo:

– uso de medicamentos (alguns quimioterápicos, antibióticos, corticoide oral, vitaminas do complexo B,etc);

– acne cosmética: aplicação de produtos na pele que são comedogênicos (obstruem os folículos da pele gerando formação de cravos), inadequados para pele oleosa;

– acne ocupacional: pessoas que se expõem no trabalho com substâncias como graxas, óleos de corte, hidrocarbonetos clorados presentes em defensivos agrícolas, etc.

2 – Como a espinha se forma?

A espinha é decorrente da obstrução de folículo da pele, além de inflamação local, ação bacteriana e aumento da oleosidade e inflamação da glândula sebácea (que produz o sebo – gordura da pele).

3 – Posso espremer espinhas?

Nunca se deve espremer uma espinha pois ao fazer isso corre-se o risco de gerar uma quebra na barreira natural da pele, formando uma porta de entrada para bactérias e que pode resultar em infecções graves de pele como celulite e erisipela. Além disso, quando esprememos uma espinha, aumentam as chances de surgir cicatrizes e manchas no local do trauma.

4 – O que contém naquele pus branco da espinha?

O pus de uma espinha é o acúmulo de células inflamatórias da pele.

5 – Estourar espinha pode causar alguma infecção?

Sim. A acne é composta de bactérias e células inflamatórias misturadas ao sebo. Quando fazemos essa manipulação, aumentam as chances de acontecer graves infecções, cicatrizes, manchas, dor e desconforto.

6 – Comer chocolate e alimentos gordurosos dá espinha?

Recentes estudos indicam que o alto consumo de carboidratos ou alimentos gordurosos resulta em altas taxas de açúcar no sangue gerando altos níveis de insulina, que através de mecanismos de receptores na pele desencadeiam a acne.

7 – O que posso fazer para evitar as espinhas?

Além de manter uma dieta equilibrada, a dica é fazer limpeza de pele pelo menos uma vez por mês. Se realizada com a frequência recomendada, ela confere uma pela com menos oleosidade, mais jovem e mais saudável. Também podemos fazer uso da terapia fotodinâmica, peelings químicos e de cristal. O tratamento correto da acne garante controle de inflamação e consequentemente clareamento das manchas.

8 – Quem pode ter mais espinhas: o homem ou a mulher?

As espinhas afetam ambos os sexos na adolescência. Já na fase adulta os homens podem manter a acne ou desenvolvê-la pelo tipo de exposição no trabalho, como já foi comentado anteriormente, mas na fase adulta as mulheres apresentam mais estas queixas, principalmente por causa de fatores hormonais.

9 – Quais os principais tratamentos para espinhas?

Para controle das espinhas, indicamos o uso de sabonetes, filtros solares, hidratantes adequados para pele oleosa e retinoides tópicos, sendo que estes medicamentos auxiliam na uniformização da pele e regularização da produção sebácea. Para casos extensos ou mais graves lançamos mão da isotretinoína, medicamento que revolucionou o tratamento da acne, porém totalmente contraindicada quando há possibilidade de gravidez, pois pode causar graves danos ao feto.

 

Sobre Luz Marina Hannah Grohs

Luz Marina Hannah Grohs é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com residência médica em Dermatologia na Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ – SP). É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro efetivo da International Society of Dermatology.

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