Cultura

3° edição do Festival Felino Preta termina nesta sexta-feira, dia 12

O evento, que teve recorde de inscrições durante a pandemia, tem apresentações voltadas à representatividade negra; O show de encerramento fica por conta da cantora Amanda Negrasim, uma das vozes mais expressivas do Rap Nacional

Com objetivo de dar voz às produções artísticas de autores negros de todo o país, a 3ª edição online do Festival Felino Preta, organizada pela Associação Felino (Frente de Educação e Cultura do Litoral Norte), segue com a programação até 12 de março. O evento teve recorde de inscrições durante a pandemia e conta com obras teatrais, dança, música, cinema e poesia, que tem como palco o canal do Circo Navegador no Youtube. 

O Festival Felino Preta tem representado a adaptação do mercado cultural em meio a pandemia. Antes, em sua versão física, tinha como região sede a cidade de São Sebastião, litoral Norte do estado de São Paulo, a versão online possibilitou alcançar um público bem maior batendo recorde no número de inscrições. No total, 387 pessoas inscreveram suas produções.

O grande paradoxo é que em uma situação de extrema melancolia mundial, na qual os níveis de depressão aumentaram de forma significativa, nunca se precisou tanto da arte para suavizar todo o estresse causado pela pandemia“, diz Shirlei Rodrigues, uma das organizadoras do Festival.

Participam da programação para os próximos dias os artistas Fernanda Dias, Beto Xambá, Nino Xambá, Memé Xambá, Thulio Xambá, Gustavo Nascimento, Nego Max, Danilova, Craca e Dani Negra. O último dia do evento contará com o show da Amanda NegraSim, uma das vozes mais expressivas do rap nacional, suas músicas retratam sobre vivências familiares, periféricas e engajadas na luta por uma sociedade mais justa e inclusiva.

Confira a programação na íntegra:

9/3 – Show do Grupo Ori : Formado por Beto Xambá (violão); Nino Xambá (flauta transversal), Memé Xambá (voz) e Thulio Xambá (cavaquinho), o grupo apresenta, numa roupagem moderna, suave e melódica, músicas tradicionais de religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras das nações Xambá e Nagô.

10/3 – Performance “Isto não é Juliet”, de Gustavo Nascimento: O multiartista explora a pluralidade das linguagens artísticas negras e suas diásporas contemporâneas na performance.

10/3 – Performance musical “Eu não sou racista”, de Nego Max: O trabalho mostra um diálogo entre dois homens (o cantor e um ator) que falam sobre as diversas situações de racismo enfrentadas pelos pretos brasileiros que são encobertas pela falsa ideia de que o Brasil não é um país racista.

11/3 – Show Dub Lova: Dub Lova é o nome escolhido pelo pesquisador da cultura popular e especialista em reggae jamaicano, Danilova, para apresentar este ritmo em uma roupagem contemporânea.

12/3 – Show Amanda NegraSim: a artista é uma das vozes mais potentes do rap nacional e apresenta músicas que falam de suas vivências familiares, periféricas e engajadas na luta por uma sociedade mais justa e inclusiva.